Seminovos e usados

EM TENTATIVA

Pessoal

Mora no Rio de Janeiro. Carioca adotivo, faz umas coisas por aí e já quis escrever com alguma disciplina, razão de ser desse blogue.

A Foto

No cabeçalho do blogue são três britânicos vasculhando os destroços da biblioteca de Holland House, em Londres, outubro de 1940, após bombardeio alemão. Nove em cada nove espíritos elevados concordam que entre uma bomba e outra há sempre espaço para uma flûte de champagne, um passeio de olhos em prateleiras repletas de livros e uma boa leitura. Sem dúvida.

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terça-feira, abril 20, 2004

POEMETO

Às vezes eu me sinto
um órfão de mãe.

Da mãe primeira,
a mãe de outrora.

E é tão triste.

Gaudere, gaudere,
Igreja-mãe,
a mãe natureza,
de tanto tempo
e o esforço em vão.

Nossa Senhora,
minha comadre,
dinda de meu filho Antonio
da Conceição.

A moça de quem eu compro
emoções ligeiras,
e minha mulher
que me nina às vezes.

Às vezes eu me sinto
um órfão de mãe.

E é tão triste...